2 meses sem postar, e isso porque eu já havia ficado muito tempo parado antes do último post.
Aproveitei esse feriado pra reler o que eu escrevia, entender como foi a evolução desse blog.
Começou com a idéia de falar sobre coisas que tivessem algum beneficio social da maneira mais genérica possível, depois acabou virando uma espécie de diário, onde eu falava (ainda de maneira genérica) sobre assuntos principalmente sentimentais, mas no fundo de genérico não tinha nada, era tudo uma descrição do que eu vivia naqueles momentos. Tudo uma conturbada história mal resolvida, uma história proibida para muitos, por isso o ar genérico, para não precisar falar em número, grau e principalmente em gênero dos envolvidos.
Nesse domingo, li uma matéria muito legal sobre um cara que contou para o filho que era gay. Normalmente o contrario é que aconteceria. Isso me fez pensar em quanta mentira sustenta as relações hoje em dia.
As pessoas mentem para sustentar mentiras antigas, e isso se torna um ciclo vicioso, e no final da vida o que essas pessoas viveram terá sido um grande teatro, onde a personagem principal não tem nada haver com a essência do ator.
Uma vida de mentiras... é isso que tanta gente vem vivendo.
Percebi que quando meus conflitos acabaram, não tive mais assunto para postar, meus problemas alimentavam minha vontade de escrever. É claro eu fiz alguns posts com carater mais político, contemporâneo e até ambiental, na verdade preciso escrever apenas quando sei o que estou dizendo, e foi exatamente por isso que o blog ficou largado, passei por uma fase onde não sabia de mais nada, na verdade não queria saber de nada.
Agora muito mais sensato eu me sinto a vontade de escrever não para entender o que eu estou vivendo no momento, mas simplesmente para expor um ponto de vista e tentar fazer com que as pessoas sintam-se a vontade para tirar as mascaras, acabar com o teatro, fazer com que parem de mentir não apenas para os outros, mas principalmente para si próprias por 2 motivos, não existem grilos falentes que te darão conselhos, e a vida não acontece por acaso.


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