segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MUDA*

25 anos... data redondinha.
Foram 15 anos de século XX ... 10 anos de século XXI... bastante coisa, coisa o suficiente pra sentir necessidade de mudança, de mudar de fase, ou tentar novos personagens, quem sabe de aperta o restar (sem interpretações musicais por favor...RS) e repensar as estratégias ou quem sabe simplesmente mudar de jogo.
Nunca poderia imaginar que um ano seria um reflexo tão grande de como ele começou.
2010 foi literalmente um ano verde, seria eu um profeta? ... Acredito que não.
O fato é que este foi um ano de amadurecimento, e o interessante das mudanças são as conseqüências, como diria Gabriel O pensador:

“Quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro”...

Não há musica que se encaixasse melhor. Se sua língua travou, leia novamente, e quando sentir que conseguiu, fale bem alto, com vontade de mudança.
Há 2 anos que este blog tem sido uma válvula de escape de mim mesmo.
Escrever é mais fácil do que falar, escrevendo o meu único ouvinte sou eu, e eu mergulho na ilusão de falar para ninguém na esperança de que o mundo ouça. É estranho, mas o mundo é assim.
Neste ano tão redondinho, não tive medo de chutar o balde e experimentar, decisões importantes foram tomadas, alguns entenderam o que eu quis dizer, outros preferiram fingir que nada aconteceu, independente disso agradeço.
Este blog foi criado com uma pretensão, a de fazer com que eu conhecesse a mim mesmo, mais do que isso, foi feito para que eu me compreendesse.
Posso afirmar que funcionou, e por conta do sucesso deste resultado acredito que não tenha muito mais o que escrever por aqui no ano que vem; não é um despedida mas sim o fim de um ciclo, agora o que preciso não é desabafar ao léu, e sim reaprender a caminhar com a alegria de uma criança, mas ciente de que o mundo não é cor de rosa.
Hoje no dia 27/12/10, as vésperas do ano novo, estou aqui fazendo o balanço da minha longa e curta vida, pois assim é o tempo, longo e curto, alegre e triste, aventura e desventura, um paradoxo eterno, mas continuamos marchando. Devemos continuar, porque a vida não acontece por acaso.

*será que é por acaso que uma muda de planta tem esse nome? ou ela sempre teve a intenção de mudar? 
mudar é muito mais do que você imagina que possa ser...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Peripécias de um Teles

Foi mais ou menos assim...
Um dia eu acordei, e sei lá porque, talvez por algum alinhamento de planetas, minha sorte mudou.
Não que eu já tivesse alguma sorte, eu tinha o básico tipo arroz com feijão, mas pra mim estava até legal, queria mais? ..Sim; mas nunca pensei em ter menos.
Na verdade não me lembro da ordem dos fatos, acredito que perder a noção de tempo nos acontecimentos faz parte da vida dos "SMS" (sem muita sorte), mas tudo bem vou tentar transmitir um pouco dessa experiência esperando que vocês nuca passem por ela. (Tem umas 3 pessoas que mereciam sim.)
Então, nesse dia de alinhamento planetário, eu acordei atrasado (normal), fui pro trabalho, depois pro outro (sim tenho 2), e a rotina durante o dia foi estranha.
Tive um ótima notícia, um cliente que me deve MUITA grana iria me pagar no dia seguinte depois de MUITO tempo. Acho que ele pensou que fosse 1 de Abril, não tenho outra explicação.
A sorte é que eu sou pouco compulsivo e só comprei 1 calça, duas camisas, 1 perfume, e fui pra uma boate, já comemorando a grana . Ahh bancando a cerva de um amigo. 
Mas tudo bem nada que fosse acabar com minha vida.
Até conheci uma pessoa nesse dia , tipo A pessoa certa, sabe aquela que você tinha desistido de procurar, então eu achei. Com duas semanas aquela história de pessoa certa já num era tão verdade; a verdade é que eu tinha sido o outro da história. 
Quem disse que isso é motivo de se abalar, eu nem perdi o feriado apaixonadinho enquanto poderia ter aproveitado aos monte.
É claro que essa noticia só veio ao mesmo tempo em que meu notebook resolveu estragar, e por incrível que pareça não tinha ninguém da DELL pra me atender no chat, eu podia esperar o que? 
Na noite passada meu HD resolveu parar de vez isso as 9 da noite na hora de alguma cena importante da novela das 8 que eu nem me lembro qual era. 
Como se fosse mágica 20 min depois a TV a cabo sai do ar. Eu achei que fosse sinais de que 2012 está chegando, porque ficar sem internet e sem TV a cabo só pode ser o fim do mundo.
Mas você só percebe que sua vida está do avesso mesmo quando até o simples ato de ir dormir se transforma em uma atividade perigosa.
A simples mania de se jogar no colchão pode ser algo bem doloroso caso você erre o colchão e caia de joelhos e cara no chão.
Joelho roxo; ok eu precisava de uma marca física, até então era tudo muito psicológico.
Isso porque eu estava louco para dormir já que na noite passada a festa que meus vinhos fizeram até as 4 da manhã não me deixaram dormir.
Mas pra que dormir se você tem um pepino pra resolver no trabalho, pepino este que vai fuder com a vida de alguém, decisão fácil. 
Pensando bem acho que tudo isso começou no dia em que sonhei com a candidata Marina.
Depois de um sonho desses, os planetas devem ter se alinhado mesmo pra pregar uma peça em mim.
Mas uma coisa é certa nem Murph vai querer  chegar perto de mim depois dessa últimas duas semanas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Releitura, faça a sua.


No sábado, 6 de setembro de 2008 eu escrevi o texto Vantagens e desvantagens, que falava das possibilidades que aparecem todos os dias e como lidamos com as escolhas diárias.
Era mais ou menos assim:
“[Somos todos consecutivas possibilidades de ser... ou quem sabe não ser...]”
“[...Passamos por experiências e fazemos escolhas, muitas vezes sem perceber...]”
“[...as pessoas dão um jeito de não fazer escolha alguma, e acabam por trilhar um caminho em cima do muro...]”
Hoje farei uma brincadeira com meu próprio texto, vamos trocar muro por armário. (risos)
O texto ficaria assim:
“As pessoas adoram ficar no armário. O armário é um lugar normalmente escondido, longe do campo de visão dos outros, isso é uma tremenda qualidade, ficar protegido por personagens e mascaras pode ser um diferencial que (sem medo se ser redundante) fará toda a diferença.
Além do que estando no armário, sua flexibilidade é muito maior para quando precisar escolher “um lado”.
Não podemos julgar então quem escolhe o armário como abrigo.
Mas eu tenho pena. Pena é um sentimento horrível, mas é o único que define o que eu sinto quanto àqueles que vivem no armário. Pois apesar das vantagens do armário, e mesmo sabendo que o armário é um lugar até bem povoado, acredito eu, na verdade posso falar por experiência própria que o armário é um lugar bem solitário  e difícil; tem que ter muito equilíbrio(emocional) e bom senso...jogo de cintura nem se fale.
A realidade é que é melhor ter um lado e viver ele, por mais que no fim das contas não seja nada do que você acreditava ser, do que viver no armário, e não experimentar 100% nenhum dos lados.
Nós somos o que nós vivenciamos, e não é difícil perceber, que um habitante do armário, deve ser uma pessoa solitária, desequilibrada, e extremamente indecisa.
Resumindo, somos todos consecutivas possibilidades de ser... ou não ser.
As cartas estão na mesa, a sorte foi lançada.
Se por acaso ainda assim optar pelo armário, não se esqueça que a vida não acontece por acaso.

domingo, 6 de junho de 2010

Grilo falente?


2 meses sem postar, e isso porque eu já havia ficado muito tempo parado antes do último post.
Aproveitei esse feriado pra reler o que eu escrevia, entender como foi a evolução desse blog.

Começou com a idéia de falar sobre coisas que tivessem algum beneficio social da maneira mais genérica possível, depois acabou virando uma espécie de diário, onde eu falava (ainda de maneira genérica) sobre assuntos principalmente sentimentais, mas no fundo de genérico não tinha nada, era tudo uma descrição do que eu vivia naqueles momentos. Tudo uma conturbada história mal resolvida, uma história proibida para muitos, por isso o ar genérico, para não precisar falar em número, grau e principalmente em gênero dos envolvidos.
Nesse domingo, li uma matéria muito legal sobre um cara que contou para o filho que era gay. Normalmente o contrario é que aconteceria. Isso me fez pensar em quanta mentira sustenta as relações hoje em dia.

As pessoas mentem para sustentar mentiras antigas, e isso se torna um ciclo vicioso, e no final da vida o que essas pessoas viveram terá sido um grande teatro, onde a personagem principal não tem nada haver com a essência do ator.

Uma vida de mentiras... é isso que tanta gente vem vivendo.

Percebi que quando meus conflitos acabaram, não tive mais assunto para postar, meus problemas alimentavam minha vontade de escrever. É claro eu fiz alguns posts com carater mais político, contemporâneo e até ambiental, na verdade preciso escrever apenas quando sei o que estou dizendo, e foi exatamente por isso que o blog ficou largado, passei por uma fase onde não sabia de mais nada, na verdade não queria saber de nada.

Agora muito mais sensato eu me sinto a vontade de escrever não para entender o que eu estou vivendo no momento, mas simplesmente para expor um ponto de vista e tentar fazer com que as pessoas sintam-se a vontade para tirar as mascaras, acabar com o teatro, fazer com que parem de mentir não apenas para os outros, mas principalmente para si próprias por 2 motivos, não existem grilos falentes que te darão conselhos, e a vida não acontece por acaso.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Monólogo

Tanto tempo sem escrever. Queria falar sobre tanta coisa, mas simplesmente não consigo, não estou mais com a mesma paciência de organizar as ideias como antigamente. Eu até tenho vontade, mas a vontade passa.
Já sentiu isso, vontades que vêm do nada? E elas vão embora com a mesma velocidade como aquela com que chegaram.
Efêmeras... bolhas de sabão em meio ao vendaval.
Confortable...essa é a musica que estou ouvido agora... confortável? Que nada, estou com uma senhora dor na coluna.
Porque disse isso? Porque deu vontade, e eu disse antes que ela passasse.
Percebeu qual o assunto?
Percebeu quanto questionamento em tão poucas linhas?
É possível questionar tudo, porém, sabe onde chegamos com isso?
Ficaria surpreso se eu dissesse que é a uma nova dúvida?
Esse post está parecendo o jogo das perguntas do quinta categoria. (risos)
Sim eu tenho motivos pra rir, tanto quanto os para chorar.
E você, você pensa sobre isso?
Esta preparado para descobrir coisas ao seu próprio respeito.
Eu descobri. Me descobri. Me assustei. Relutei. Me acostumei, tenho que conviver comigo todos os dias, é melhor que seja uma convivência harmoniosa.
Hoje eu digo que me conheço por completo até o dia de hoje, mas amanhã, amanhã já não sei.
Sendo assim questione suas vontades. Perceba se vale a pena deixá-las passar, caso contrário, mate-as assim que chegarem. Experimente o gosto doce ou amargo de ter feito, sabe-se lá o que, sabe-se lá porque. A conclusão que você vai obter, na verdade será a unica conclusão que vai existir. A outra opção, a que poderia ter sido, nunca será, nem se quer vai ter a chance mostrar como teria sido, mas tudo bem, nos impulsionamos e seguimos em frente. A vida não acontece por acaso.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Olhe em volta

Sempre questiono sobre a velocidade do tempo nos dias de hoje.
Mas a resposta é tão evidente, nós, humanos, ultrapassamos a barreira do tempo, pra gente ele não existe mais.
E foi embarcando nessa ilusão de que driblamos o tempo, que ele nos deu uma rasteira.
Bom isso foi só pra fazer pensar um pouco, porque na realidade esse texto tem uma importância muito maior.
Optei a mais de um ano não pegar mais transporte coletivo para ir e voltar do trabalho (vale muito a pena quando o percurso não for tão longo), mas o fato é que você passa observar muita coisa quando faz essa opção.
Por exemplo, alguém sabia que existe uma quantidade significativa de tartarugas marinhas vivendo no canal?
Se não sabiam, também não sabem que elas estão morrendo por influência do homem.
Aliais não são apenas as tartarugas que escolheram o canal como refúgio.
Passar pela ponte Ayrton Senna faz parte da minha rotina, e faz parte da minha rotina também observar o quanto o canal está sendo degradado.
Apenas esse ano presenciei uma tartaruga de cerca de 50cm de casco morta na margem do canal, além de uma moréia simplesmente esquecida na calçada da ponte torrando sob o sol que parece estar cada dia mais forte principalmente no ES.
Hoje a cena que mais me indignou foi a de 2 pescadores puxando uma tartaruga de cerca de 30cm de casco pelo anzol em uma altura de uns 20 metros, será que vocês consseguem imaginar o tamanho da ferida que isso causou na animal, basta ter um pouquinho de noção de física, entender de força...gravidade e resistência que você via chegar ao resultado.
Se esse animal ia ser devolvido ao canal ou não, isso não importa, de qualquer forma a vida dele já sofreu interferência, pois com uma ferida daquele tamanho, dificilmente sobreviveria por muito tempo, principalmente se considerarmos que as águas do canal já não são as melhores.
O texto está ficando longo, mas ainda assim não é o suficiente.
Até quando vamos fingir que não estamos vendo o mundo acabar aos poucos.
Alguém acha o calor que faz em Vitória normal? Alguém acha chover por 40 dias seguidos em uma cidade um fato normal?
São Paulo está submersa, Haiti virou entulho, Austrália já raciona água...
Nem as pobres tartarugas podem viver em paz numa área de poucos quilômetros de água, pois alguns animais que se dizem pensantes vão lá incomodar.
Deixo aqui minha indignação e espero que ela abra os olhos e pincipalmente a mente de quem ler.

Vai aqui uma proposta: VAMOS DIZER NÃO PARA A PESCA NO CANAL DE VITÓRIA, PORQUE A VIDA DAQUELES ANIMAIS NÃO ACONTECE POR ACASO.