Somos todos consecutivas possibilidades de ser... ou quem sabe não ser.As possibilidades existem isso é um fato, as cartas estão na mesa e a sorte foi lançada desde o momento anterior a este.
Passamos por experiências e fazemos escolhas, muitas vezes sem perceber, mais ou menos assim como respirar, uma ação inconsciente, porém de vital importância, se não a fizéssemos, provavelmente este texto não teria um próximo parágrafo.
De fato não sei o que escrever num próximo parágrafo, minhas idéias tomam rumos que eu não esperava.
Acho que não temos muito controle sobre nossas vidas, nós até tentamos, e muitas vezes conseguimos, mas as interferências são sempre consideráveis. Acho até que as interferências são bifurcações das possibilidades, desdobramentos inesperados, que darão um giro no cotidiano, uma fuga inconsciente da rotina.
As fugas são sempre excitantes, mas são para poucos, normalmente (este normalmente foi uma intervenção da minha medíocre visão acerca da sociedade genericamente falando), enfim, normalmente as pessoas ao se depararem com a bifurcação, dão um jeito, do tipo jeitinho brasileiro, mas dão um jeito de não fazer escolha alguma, e acabam por trilhar um caminho em cima do muro.
As pessoas adoram ficar em cima do muro. O muro é um lugar normalmente mais alto do que nosso campo de visão, isso é uma tremenda qualidade, ter visão superior e panorâmica pode ser um diferencial que (sem medo se ser redundante) fará toda a diferença.
Além de que estando em cima do muro, sua agilidade é muito maior para quando precisar escolher um lado.
Não podemos julgar então quem escolhe o muro como caminho.
Mas eu tenho pena. Pena é um sentimento horrível, mas é o único que define o que eu sinto quanto àqueles que vivem no muro. Pois apesar das vantagens do muro, e mesmo sabendo que o muro é m lugar até bem povoado, acredito eu, na verdade posso falar por experiência própria que o muro é um lugar bem solitário, e difícil, tem que ter muito equilíbrio e bom senso, jogo de cintura nem se fale.
A realidade é que é melhor ter um lado e acreditar nele, por mais que no fim das contas não seja nada do que você acreditava ser, do que viver no muro, e não experimentar 100% nenhum dos lados.
Nós somos o que nós vivenciamos, e não é difícil perceber, que um habitante do muro, deve ser uma pessoa solitária, desequilibrada, e extremamente indecisa.
Resumindo, somos todos consecutivas possibilidades de ser... ou não ser.
As cartas estão na mesa, a sorte foi lançada.
Se por acaso ainda assim optar pelo muro, não se esqueça que a vida não acontece por acaso.

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