segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Salto

Às vezes as coisas parecem funcionar de forma estranhamente inexplicável...se bem que a teoria do caos explica isso ...assim como os fractais, uma desordem meticulosamente organizada.
Digo isso porque sinto que as coisas estão tomando o rumo que deveriam ter tomado desde sempre, mas que parecia que vetores a puxavam para todos os lados, menos para o que de fato precisava.
Talvez, e esse talvez completo de certezas ambíguas, tudo tenha sido necessário, maneiras dolorosas de se ganhar anticorpos pra vida, dolorosas, porém fundamentais, vitais.
Quando o caos entra em ação e as coisas fogem do controle, mas mesmo assim você percebe, que só então, só quando você relaxa e perde as rédeas da sua própria vida, é que elas, as coisas, começam a acontecer, é nesse momento, e apenas nesse, que é necessário parar e entender que acontecimentos do tipo podem ser as segundas chances que sempre esperamos, mas nunca enxergamos na nossa frente.
Ver essa chance na nossa frente é uma missão difícil mas não impossível, como um tal de Rafael Teles diz, o mundo é do jeito que você escolhe ver.
Não estou com muita paciência pra escrever longos e embasados textos hoje, cabeça a mil, raciocínio não acompanha desse jeito.
Mas o que percebo é que a hora de abrir os olhos e pular sem medo é essa...os riscos estão ai para nos encorajar, mesmo que tomados pela adrenalina, só assim pra fazer certas coisas, mas o que importa é fazê-las, e com certeza o medo e a insegurança não se comparam com a satisfação de sentir a vida soprar e poder falar: Eu vivi, e ainda reafirmar: A vida não acontece por acaso.


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

De repente o nada

De repente por si só é uma palavra carregada de significados efêmeros e inesperados, porque não dizer inimagináveis.
De repente, é algo que foge do nosso controle.
Dia desses, vendo a um seriado, se não me engano era Justiça sem limites, uma das personagens disse a seguinte frase: "de repente fomos da intimidade ao nada". Aquilo ficou na minha cabeça por um bom tempo.
É uma afirmação tão verdadeira e tão comum.
Hoje - um daqueles dias que você está meio "sei lá" - essa frase me retornou.
É um tanto estranho como as pessoas que ontem fizeram promessas, hoje atravessam a rua para não se encontrarem. Como a intimidade se resumiu em nada? Para onde foi tudo o que aconteceu?
O ser humano é descartável um para os outros?
Tomara que não, prefiro não chegar a essa conclusão ainda, mas é triste ver histórias sendo apagadas apenas por que os relacionamentos chegam ao fim.
Os momentos de intimidade, digo para qualquer tipo de relacionamento, são o que nos fazem estar vivos, nós, seres humanos somos serer sociáveis, precisamos nos relacionar para estar bem, e nossas memórias são reflexos desses encontros e desencontros, e o que fazemos é fingir que nada aconteceu. Praquê? Em prol de quê?
Não tenho medo, nem ao menos vergonha de admitir que alguém foi especial e fez parte da minha vida, estas pessoas embora não sejam muitas, são as provas de que eu estou aqui, vivo e vivendo, fazendo história, escolhendo caminhos, então porque fingir que elas não existem, porque transforma-las em nada?...
Tenho medo do nada, dessa barreira tranparente entre as pessoas, que as separam sem que percebam, ou percebem, e acham que a escolha foi certa. O nada logo após uma fase de tudo, é uma mudança drástica demais, que pode causar consequências graves àqueles que têm aversão ao vazio, a falta de humanidade.
Por mim a intimidade nunca se transformaria em nada, mas isso não depende apenas de mim, mas mesmo assim continuo tentando, porque a vida não acontece por acaso.

sábado, 6 de setembro de 2008

Vantagens e desvantagens

Somos todos consecutivas possibilidades de ser... ou quem sabe não ser.
As possibilidades existem isso é um fato, as cartas estão na mesa e a sorte foi lançada desde o momento anterior a este.
Passamos por experiências e fazemos escolhas, muitas vezes sem perceber, mais ou menos assim como respirar, uma ação inconsciente, porém de vital importância, se não a fizéssemos, provavelmente este texto não teria um próximo parágrafo.
De fato não sei o que escrever num próximo parágrafo, minhas idéias tomam rumos que eu não esperava.
Acho que não temos muito controle sobre nossas vidas, nós até tentamos, e muitas vezes conseguimos, mas as interferências são sempre consideráveis. Acho até que as interferências são bifurcações das possibilidades, desdobramentos inesperados, que darão um giro no cotidiano, uma fuga inconsciente da rotina.
As fugas são sempre excitantes, mas são para poucos, normalmente (este normalmente foi uma intervenção da minha medíocre visão acerca da sociedade genericamente falando), enfim, normalmente as pessoas ao se depararem com a bifurcação, dão um jeito, do tipo jeitinho brasileiro, mas dão um jeito de não fazer escolha alguma, e acabam por trilhar um caminho em cima do muro.
As pessoas adoram ficar em cima do muro. O muro é um lugar normalmente mais alto do que nosso campo de visão, isso é uma tremenda qualidade, ter visão superior e panorâmica pode ser um diferencial que (sem medo se ser redundante) fará toda a diferença.
Além de que estando em cima do muro, sua agilidade é muito maior para quando precisar escolher um lado.
Não podemos julgar então quem escolhe o muro como caminho.
Mas eu tenho pena. Pena é um sentimento horrível, mas é o único que define o que eu sinto quanto àqueles que vivem no muro. Pois apesar das vantagens do muro, e mesmo sabendo que o muro é m lugar até bem povoado, acredito eu, na verdade posso falar por experiência própria que o muro é um lugar bem solitário, e difícil, tem que ter muito equilíbrio e bom senso, jogo de cintura nem se fale.
A realidade é que é melhor ter um lado e acreditar nele, por mais que no fim das contas não seja nada do que você acreditava ser, do que viver no muro, e não experimentar 100% nenhum dos lados.
Nós somos o que nós vivenciamos, e não é difícil perceber, que um habitante do muro, deve ser uma pessoa solitária, desequilibrada, e extremamente indecisa.
Resumindo, somos todos consecutivas possibilidades de ser... ou não ser.
As cartas estão na mesa, a sorte foi lançada.
Se por acaso ainda assim optar pelo muro, não se esqueça que a vida não acontece por acaso.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Abstrato mundo real

É fato, ninguem sabe ao certo o que sente até que não adianta mais sentir, ninguem sabe realmente o que quer até experimentar o que nem de longe sonha em querer. Sim e não, certo e errado são coisas tão próximas, apesar de opostas. O que os separam é uma tênue linha, praticamente invisivel, que nos confunde a ponto de fazer-nos optar pelo lado errado. Errado?
Se levarmos ao pé da letra, o lado que escolhemos, sempre será o errado, isso porque não iremos nunca experimentar o outro lado, o "right side", só temos a chance de fazer uma escolha, sendo assim vamos sempre atrubuir os problemas à realidade na qual estamos inseridos.
O hoje, neste momento, nada mais é do que um pintura abstrata, nada faz muito sentido, nada está inteiro, completo de significado até que chegue o amanhã, e assim o "hoje" se transforma em ontem, só então será real, só o ontem aconteceu de fato.
Me arrisco a tentar entender nossas dores, usando esta ótica.
Arrependimentos, sentimento de culpa, de perda, são reflexos da nossa incapacidade de compreender o abstrato dia de hoje, e quando temos contato com o realismo, este já será passado, e no passado não é possivel fazer nada, apenas lembrar...lembrar e sentir, as vezes sentimentos bons, muitas outras vezes dores sem muita explicação, que só o tempo dará solução. Quanto tempo eu não sei, ninguem sabe, só ele, o tmepo.
Repare, perceba, sinta, viva cada detalhe do hoje, tente absorver tudo, é a unica maneira de ficarmos perto de viver a realidade na caótica abstração do agora.
A vida não acontece por acaso.





quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eterno Vilão

Nascer...sem saber pra que.
Crescer...sem saber porque.
E assim o tempo passa...assim a vida corre diante dos nossos olhos, e você que não sabia pra que tinha nascido, nem porque tinha crescido, descobre o valor do tempo e a beleza de estar vivo.
Normalmente quando descubrimos estes valores e belezas, é porque já perdemos muito tempo.
Perder tempo...ganhar tempo...falamos do tempo com tanta propriedade, mas afinal o que é o tempo se não uma forma de escravizar a sí próprio.
Vivemos em função deste tempo, e em troca só envelhecemos...tudo bem, com o tempo ficamos mais experientes, cultos... ou não, isso pode ser muito relativo.
Gostaria de voltar no tempo... não precisava muito... três ou quarto meses já me bastavam, mas o tempo... este tempo carrasco, não nos da segunda chance.
É cruel saber que não se pode errar...eu errei, provavelmente você também. Quem nunca errou? Se não há como corrigir ou refazer, só resta aprender e não repetir.
Já me disseram por ai pra usar filtro solar, pra ter paciência, já me disseram que tenho todo tempo do mundo e que não há tempo a perder... estão (estavam) todos certos, cada um do seu jeito.
Sendo o tempo relativo ou não, muito ou pouco, carrasco ou mocinho...a verdade é umas só, aproveite-o, porque a vida não acontece por acaso.



terça-feira, 19 de agosto de 2008

Selvagens

Ontem assisti um video no youtube, um pedaço do Programa CQC, preciso resumir esta parte - Um reporte fingia perder R$50,00, tendo certeza que alguem viu o dinheiro cair do bolso dele, TODOS pegavam o dinheiro e guardavam, como se não tivessem visto de quem era; logo em seguida o reporter ia até a pessoa que havia pego o dinheiro(fingindo não saber que tinha perdido o valor), para fazer uma intrevista sobre desonestidade, chegava ser engraçado a reação das pessoas, do tipo não saber em que orifício esconder sua cara de pau.
Neste mesmo dia, presenciei a uma típica cena de arrependimento de quem foi de certa forma desonesto.
Inconcientemente refletindo sobre o assunto, relacionando com nossa realidade, política... justiça, cheguei apenas a uma conclusão. A desonestidade deve ser algum vestígio da nossa vida selvagem (Homo habilis, erectus), digo isso porque os animais são desonestos (momento Discovery), é uma questão de sobrevivência.
E nós, o que somos a não ser animais evoluidos? Algum vestígio deve ter sobrevivido em meio a todo este processo evolutivo.
A reclamação é sempre a mesma, políticos corruptos. Mas será que são apenas eles os corruptos?
O que fazemos em prol de melhorias? ...Antes deles serem políticos, são pessoas normais como eu e você. E ai o que acontece então? ...E se fosse você lá em meio a todas as possibilidades de alguma forma se dar bem?
Fácil julgar.
Não que eu estaja defendendo a política do Brasil, só não queria deixar de acreditar no povo brasileiro; não quero que nossa racionalidade de espaço ao lado selvagem, porque a vida não acontece por acaso.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Definindo

Há algum tempo que pensava em criar este blog, no entanto, priorizei a criação do meu outro blog, em prol do meu trabalho,da minha profissão, mas sentia falta deste, outrora ele seria criado, caso contrario seria prematuro, inapropriado.
Até mesmo porque eu próprio não estava maduro o suficiente, queria ter o mundo nas mãos, me apropriar de certa forma do que não tenho total direito.
Me alivio em saber que não sou o único que foi assim, mas vez ou outra me assusto com a dificuldade que as pessoas têm em mudar.
Somos cerca de 7 bilhões (do nosso gênero), tudo bem que existem alguns que parecem ser de outra classe, filo...reino, enfim quem sou eu pra julgar.
Não gosto muto de julgamentos, tão menos quando infundados, mas sei que em alguns casos tornam-se necessários.
Mas qual é mesmo a intenção deste blog?..
Falar...falar...falar e não sair do lugar não é o objetivo, disso o mundo real e virtual já estão cheios, causando até muita indigestão àqueles que não têm estomago pra viver nos instáveis dias de hoje.
Expor idéias em prol de benefícios, talvez seja um começo...In prol das prioridades.
Só nos resta perceber as reias prioridades, porque a vida não acontece por acaso.