De repente por si só é uma palavra carregada de significados efêmeros e inesperados, porque não dizer inimagináveis. De repente, é algo que foge do nosso controle.
Dia desses, vendo a um seriado, se não me engano era Justiça sem limites, uma das personagens disse a seguinte frase: "de repente fomos da intimidade ao nada". Aquilo ficou na minha cabeça por um bom tempo.
É uma afirmação tão verdadeira e tão comum.
Hoje - um daqueles dias que você está meio "sei lá" - essa frase me retornou.
É um tanto estranho como as pessoas que ontem fizeram promessas, hoje atravessam a rua para não se encontrarem. Como a intimidade se resumiu em nada? Para onde foi tudo o que aconteceu?
O ser humano é descartável um para os outros?
Tomara que não, prefiro não chegar a essa conclusão ainda, mas é triste ver histórias sendo apagadas apenas por que os relacionamentos chegam ao fim.
Os momentos de intimidade, digo para qualquer tipo de relacionamento, são o que nos fazem estar vivos, nós, seres humanos somos serer sociáveis, precisamos nos relacionar para estar bem, e nossas memórias são reflexos desses encontros e desencontros, e o que fazemos é fingir que nada aconteceu. Praquê? Em prol de quê?
Não tenho medo, nem ao menos vergonha de admitir que alguém foi especial e fez parte da minha vida, estas pessoas embora não sejam muitas, são as provas de que eu estou aqui, vivo e vivendo, fazendo história, escolhendo caminhos, então porque fingir que elas não existem, porque transforma-las em nada?...
Tenho medo do nada, dessa barreira tranparente entre as pessoas, que as separam sem que percebam, ou percebem, e acham que a escolha foi certa. O nada logo após uma fase de tudo, é uma mudança drástica demais, que pode causar consequências graves àqueles que têm aversão ao vazio, a falta de humanidade.
Por mim a intimidade nunca se transformaria em nada, mas isso não depende apenas de mim, mas mesmo assim continuo tentando, porque a vida não acontece por acaso.

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